segunda-feira, 23 de abril de 2018

Morreu o actor Verne Troyer, o Mini-Me em Austin Powers

Tinha 49 anos e muitos espectadores ficaram a conhecê-lo melhor depois de protagonizar o Dr. Evil em miniatura na comédia do desastrado espião protagonizado por Mike Myers.


O actor norte-americano Verne Troyer morreu neste sábado, aos 49 anos, segundo informou a família através das redes sociais. Troyer participou em filmes da saga Austin Powers (1999-2002), nos quais deu corpo à personagem Mini-Me, uma versão em miniatura do Dr. Evil. Um papel que só era possível porque o actor media apenas 81 centímetros de altura, devido a uma mutação genética que o levou a sofrer de uma displasia óssea e de nanismo. 



"É com grande tristeza e corações incrivelmente pesados que escrevemos que Verne morreu hoje", lê-se em mensagens publicadas no Facebook e no Instagram. "Ao longo de anos, ele teve de lutar e ganhou, lutou e ganhou, lutou e batalhou ainda mais, mas infelizmente desta vez foi de mais", acrescenta a mensagem. A causa da morte não foi mencionada no comunicado. Porém, a família salienta a gravidade que é um estado de “depressão e suicídio” na vida de uma pessoa. "Nunca sabemos que tipo de batalha uma pessoa atravessa. Sejam gentis para os outros. E nunca se esqueçam de que nunca é tarde para pedir ajuda a alguém."



Apesar da sua estatura física – ou mesmo por causa dela – Verne foi bastante activo no mundo do cinema e da televisão, interpretando diversos papéis em distintas produções feitas quer para o pequeno ecrã quer para o grande. Foi Griphook em Harry Potter e a Pedra Filosofal, o primeiro da saga Harry Potter, de 2001. De novo ao lado de Mike Myers – o actor principal em Austin Powers – participou também em O Guru do Amor (2008). Verne deu início à sua carreira no cinema em 1994. Fez parte do elenco de Homens de Negro (1997). Depois integrou a banda que entra em Grinch (2000). Em TV fez um pouco de tudo, desde reality shows como o Big Brother Celebridades no Reino Unido a séries, filmes e servindo ainda como apresentador em programas de wrestling.


O actor tinha sido internado no inicio de Abril num hospital de Los Angeles. Sofria de alcoolismo, razão que já tinha levado ao seu internamento em 2017.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

No ano #MeToo houve menos actrizes protagonistas em Hollywood


Número de filmes protagonizados por mulheres caiu para os 24% em 2017. “Temos de separar a hipérbole da realidade”, diz autora do estudo sobre um ano de activismo que não foi uma maravilha no plateau.
22 de Fevereiro de 2018,

Mulher-Maravilha

Parece ter sido um ano de afirmação feminina em Hollywood, mas no cinema e na prática não foi. 2017, o ano de Mulher-Maravilha e da pujança #MeToo foi também o ano em que apenas 24% dos cem filmes mais rentáveis dos EUA foram protagonizados por actrizes. Foram menos 5% do que em 2016, uma quebra na representação no ano em que os três filmes mais rentáveis tiveram mulheres no papel principal.

Mas nem com a ajuda de Star Wars, A Bela e o Monstro ou uma super-heroína que pela primeira vez deu azo a um filme e se entregou a uma realizadora, Patty Jenkins, as estatísticas melhoraram para as actrizes na mais importante e mediática indústria cinematográfica do mundo. It’s a Man’s (Celluloid)World: Portrayals of Female Characters in the Top 100 Films of 2017 é o estudo anual do Center for the Study of Women in Television and Film da San Diego State University, que em 2016 tinha até celebrado a presença de mais mulheres no cinema americano.

Os números de um 2017 pleno de histórias sobre as mulheres em Hollywood - algumas triunfantes como foi o caso dos filmes mais rentáveis do ano, outras tristes e impulsionadoras de uma tentativa de mudança como foi o caso Weinstein e o decorrente momento #MeToo – são contrastantes. “Na temporada de prémios quando a conversa sobre mulheres e género tem estado bem presente, temos de separar a hipérbole da realidade”, diz Martha F. Lauzen, coordenadora do estudo. Citada pela imprensa norte-americana, lembra que “os números ainda não reflectem uma mudança sísmica ou maciça na indústria cinematográfica”.

Um resumo do estudo coordenado por Martha F. Lauzen: no ano passado, só 37% das personagens de maior relevo nos filmes americanos eram mulheres; dos papéis com falas, só 34% eram de mulheres; pela positiva: houve um aumento do número de papéis para actrizes negras, latinas e asiáticas, sendo as latinas as que evoluíram melhor (de 3% em 2016 para 7% em 2017). Quando o estudo concluiu que só 24% dos filmes mais vistos tinham mulheres a protagonizar, mostrou também que 58% dos filmes tinham homens como estrelas e 18% eram filmes de elenco.

É no cinema independente como o de Lady Bird, por exemplo, que as protagonistas tendem a ser mais frequentes (65%), embora tenham sido os blockbusters ou filmes dos grandes estúdios (35%) como Os Últimos Jedi, A Bela e o Monstro e Mulher-Maravilha que mais geraram discussão sobre um filme cuja história é contada pela perspectiva de uma mulher. O diferimento de idades entre estrelas masculinas e femininas continua também, com a maior parte das personagens femininas a ter entre 20 (32%) e 30 anos (25%). Os homens têm sobretudo entre 30 (31%) e 40 anos (27%); há muitas mais personagens masculinas com mais de 40 anos no cinema (46%) do que personagens de mulheres acima dos 40 (29%).

As mesmas proporções encontram-se quando se analisa que tipo de foco tem a personagem em questão: os homens são mais apresentados como focados no trabalho e as mulheres com mais foco nas suas vidas pessoais. E as mesmas conclusões repetem-se ano após ano: “Em filmes com pelo menos uma mulher realizadora e/ou argumentista, as mulheres constituíram 45% dos protagonistas. Em filmes exclusivamente com realizadores homens e/ou guionistas masculinos, as mulheres tinham 20% dos papéis de protagonista”.

Mulheres em Hollywood: elas falam, falam, falam, mas os números não mudam nada

Novo estudo sobre as oportunidades de trabalho dadas às mulheres no cinema mostra novo recuo do número de realizadoras ou produtoras nos filmes mais rentáveis de 2016.
JOANA AMARAL CARDOSO
16 de Janeiro de 2017

Julia Roberts em Money Monster, de Jodie Foster e com George Clooney

Elas falam, falam, falam, mas os números afinal não mudam nada. Depois de, em 2015, o panorama de empregabilidade das realizadoras e de outras profissionais atrás das câmaras em Hollywood ter dado sinais de ligeiras melhoras, em 2016, e apesar das intervenções públicas de actores e realizadores e do início de uma investigação à discriminação de género no sector, os números voltaram a cair. Só 7% dos 250 filmes mais rentáveis do ano foram dirigidos por uma mulher.

O estudo Celluloid Ceiling do Center for the Study of Women in Television and Film (CSWTF) da Universidade de San Diego volta a fazer as contas às mulheres que trabalham nos principais filmes da maior indústria do sector no mundo e desta vez deixou a sua coordenadora “perplexa”. Porque apesar de tudo o que foi dito sobre a situação das mulheres em Hollywood nos últimos anos, de cartas abertas sobre ordenados a declarações inflamadas nos Óscares passando pela criação de “campos de treino” para realizadoras, os números caíram. “As panaceias actuais claramente não estão a resultar”, disse Martha Lauzen à Variety.

Sendo esta a 19.ª edição do estudo, amplamente citado todos os anos, as suas conclusões fazem a revista especializada Hollywood Reporter decretar que “as oportunidades para as mulheres que trabalham nos principais postos atrás das câmaras não melhoraram nos últimos 20 anos”. Quanto a outros trabalhos, o cenário mantém-se minoritário, com apenas 24% de produtoras (outra quebra de 2% em relação a 2015 a juntar-se ao número de realizadoras), só 4% dos filmes tiveram uma mulher no cargo de directora de fotografia e houve menos 5% de mulheres nas mesas de edição e montagem (de um total de 17%).

“Durante 25 anos fui a única mulher nas filmagens”, disse no sábado a actriz Reese Witherspoon, numa apresentação da sua nova série, Big Little Lies (que se estreia a 19 de Fevereiro no TVSéries), da qual é produtora executiva com Nicole Kidman. “Temos de começar a ver as mulheres no cinema como são verdadeiramente”, disse Witherspoon, citada pela Hollywood Reporter – está “farta” de ver constantemente o talento de grandes actrizes empregue apenas a “interpretar esposas e namoradas”.

Este é o campo das actrizes, que com a dimensão de estrela de Witherspoon ou Kidman se dedicam também à produção (neste caso na TV) e que confirmam uma de várias tendências desde que se estuda a presença de mulheres no sector do cinema em várias partes do mundo: quanto mais mulheres no cargo de realizador ou produtor, chefias portanto, mais as histórias tendem a reflectir a diversidade e os projectos a empregar mais trabalhadoras em várias áreas. Outras tendências são confirmadas pelo estudo do CSWTF, como a de que há mais emprego feminino nos documentários e menos nos filmes de acção, por exemplo.

Nos 250 filmes estreados nos EUA e que mais dinheiro fizeram em 2016, 13% tiveram argumentistas mulheres (mais 2% do que em 2015), número que nunca ultrapassa o ano em que o estudo começou e tudo era ligeiramente melhor – 1998. No estudo Celluloid Ceiling indica-se ainda que as realizadoras Jodie Foster e Patricia Riggen fizeram os filmes mais rentáveis feitos por mulheres, Money Monster e O Nosso Milagre, respectivamente.

“As mulheres a trabalhar em papéis-chave atrás das câmaras ainda não estão a beneficiar do diálogo actual sobre a diversidade e a inclusão na indústria do cinema”, diz Lauzen, referindo-se não só às intervenções públicas sobre o tema mas também à investigação em curso da Equal Employment Opportunity Commission dos EUA sobre o sector. Em 2017, estão previstos mais filmes realizados por mulheres, nomeadamente os novos projectos de Sofia Coppola, Kathryn Bigelow ou Patty Jenkins.

No mesmo dia em que foi apresentado o estudo, era lançada uma nova série de TV, Feud, para o canal FX, em que Susan Sarandon e Jessica Lange interpretam Joan Crawford e Bette Davis, mas sobretudo reflectem sobre “o que Hollywood faz às mulheres à medida que envelhecem”, como disse Lange – mais um sinal de que também nos temas do entretenimento americano se foi imiscuindo a questão da igualdade de género.

Metade dos realizadores de Feud são mulheres e 15 dos papéis são para actrizes com mais de 40 anos, “uma das grandes alegrias” do seu criador, Ryan Murphy. Na televisão, as produções de Murphy são citadas frequentemente como exemplos de paridade, contrariando os dados também do CSWTF que mostram que apenas 26% dos criadores, realizadores, argumentistas, produtores ou montadores são mulheres na indústria televisiva de 2016.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Óscares

Nomeados para Melhor Filme

As nomeações para os prémios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas apresentou esta quarta-feira os nomeados para os Óscares. Conheça melhor os filmes em questão, que incluem A Forma da Água, Três Cartazes à Beira da Estrada ou Dunkirk. A cerimónia é a 4 de Março.


PÚBLICO 23 de Janeiro de 2018

Jordan Peele, Greta Gerwig, Christopher Nolan, Guillermo del Toro e Paul Thomas Anderson estão nomeados para Melhor Realizador e integram também a mais alargada lista dos nomeados para Melhor Filmes

Tiffanny Hadish e Andy Serkis anunciaram nesta quarta-feira os nomeados deste ano para os Óscares da Academia. A cerimónia, a 4 de Março, será apresentada pelo comediante Jimmy Kimmel pela segunda vez. Foram nove os nomeados para Melhor Filme. Conheça-os melhor.

A Forma da Água
O filme de Guillermo Del Toro tem 13 nomeações e conta a história da relação entre uma mulher muda (Sally Hawkins, nomeada para Melhor Actriz) e uma criatura anfíbia num laboratório secreto no início dos anos 1960. A estreia em Portugal está marcada para 1 de Fevereiro. Relembre o que Vasco Câmara escreveu quando o filme passou em Veneza em Setembro.


Três Cartazes à Beira da Estrada
Realizado Martin McDonagh, centra-se numa mulher a procurar justiça para a filha que foi violada e morta. Tem nove nomeações, incluindo Melhor Argumento Original, bem como Melhor Actriz, para Frances McDormand, e duas de Melhor Actor Secundário, para Woody Harrelson e Sam Rockwell. Leia a crítica de Luís Miguel Oliveira.



Dunkirk
É um filme sobre o cerco às tropas aliadas na praia de Dunkirk, no Norte de França, durante a Segunda Grande Guerra. Leia as críticas de Jorge Mourinha e Luís Miguel Oliveira ao filme de Christopher Nolan que está também nomeado para Melhor Realização e outras seis categorias.


Chama-me Pelo Teu Nome
Também na categoria principal há Chama-me Pelo Teu Nome, o filme de coming-of-age de Luca Guadagnino passado em Itália no início dos anos 1980 e centrado na relação entre um estudante na casa dos 20 e um adolescente. Jorge Mourinha escreveu sobre ele aquando da exibição surpresa no Festival de Berlim em Fevereiro do ano passado, mencionando a revelação que é Timothée Chalamet, nomeado para Melhor Actor. Quando se estreou entre nós, Luís Miguel Oliveira fez a crítica no Ípsilon.


Foge
Além da nomeação para Melhor Filme, Jordan Peele, actor cómico transformado em realizador, conseguiu mais duas nomeações, uma de Melhor Realização (Peele é apenas o quinto realizador negro a ser nomeado) e outra de Melhor Argumento Original. Este filme está ainda nomeado na categoria de Melhor Actor para Daniel Kaluuya. Leia as críticas de Jorge Mourinha e Luís Miguel Oliveira ao filme de terror sobre um fotógrafo negro que vai passar o fim-de-semana a casa dos pais da namorada branca e vê o seu mundo virado do avesso.


Linha Fantasma
O filme de Paul Thomas Anderson ainda não teve estreia entre nós (tal acontecerá a 1 de Fevereiro). É o derradeiro filme de Daniel Day-Lewis, que valeu uma nomeação ao actor agora reformado, sobre o qual escrevemos quando otrailer saiu. É sobre um estilista na Londres dos anos 1950, e a relação que inicia com uma jovem mulher


The Post
O filme de Steven Spielberg sobre a corrida à publicação dos Pentagon Paperspelo The Washington Post no início dos anos 1970, que não está nomeado para Melhor Realização, só se estreia na quinta-feira, saindo a crítica na edição de sexta-feira do Ípsilon.


Lady Bird
Marca a estreia a solo da mais conhecida como actriz Greta Gerwig na realização e está nomeado para Melhor Argumento Original e Melhor Realização – é apenas a quinta vez que uma mulher é nomeada, depois de Lina Wertmüller, Jane Campio, Sofia Coppola e Kathryn Bigelow. É outra história coming of age de época, mas centrada numa rapariga a crescer em Sacramento, na Califórnia, no início dos anos 2000. Valeu, depois de Brooklyn, a Saoirse Ronan a sua segunda nomeação para um Óscar de Melhor Actriz. Só chega a Portugal a 15 de Março


A Hora Mais Negra
O último nomeado é A Hora Mais Negra, de Joe Wright, centrado na pressão que Winston Churchill, à frente dos comandos de Inglaterra, teve para fazer um acordo com Hitler durante a Segunda Grande Guerra. Valeu uma nomeação para Melhor Actor a Gary Oldman. Leia a crítica de Jorge Mourinha.


Pioneiros e outras nomeações

Há bastantes pioneiros nestas nomeações. Dee Rees, que realizou Mudbound - As Lamas do Mississípi, é a primeira mulher negra a ser nomeada para Melhor Argumento Adaptado (partilha a nomeação com Virgil Williams), enquanto Rachel Morrison, a directora de fotografia do filme, é a primeira mulher a ser nomeada para Melhor Direcção de Fotografia, e Mary J. Blige, nomeada para Melhor Actriz Secundária, é a primeira pessoa a ser nomeada para esse prémio e também para Melhor Canção Original. Leia a crítica de Luís Miguel Oliveira ao filme.

Ainda em termos de pioneiros, Yance Ford, que realizou Strong Island, um dos filmes nomeados para Melhor Documentário, sobre o homicídio do seu irmão, é transgénero, o que torna o seu filme o primeiro nomeado pela Academia a ser realizado por alguém abertamente transgénero – e é apenas a terceira pessoa, depois de Angela Morley e Anohni, assumidamente transgénero a ser nomeada para um Óscar. Leia o que Joana Amaral Cardoso escreveu sobre o documentário quando chegou ao Netflix.





segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Globos de Ouro 2018

A lista completa dos vencedores dos Globos de Ouro 2018

PÚBLICO 8 de Janeiro de 2018

Big Little Lies e Três Cartazes à Beira da Estrada foram os principais vencedores da cerimónia apresentada por Seth Meyers – que ficou marcada pelos discursos sobre assédio sexual e pelas roupas negras

Nicole Kidman venceu o prémio de melhor actriz por Big Little Lies

Melhor Série Dramática
Vencedora: The Handmaid’s Tale
This is Us
The Crown
A Guerra dos Tronos
Stranger Things

Melhor Actriz
Vencedora: Nicole Kidman, Big Little Lies
Reese Witherspoon, Big Little Lies
Jessica Lange, Feud: Bette and Joan
Susan Sarandon, Feud: Bette and Joan
Jessica Biel, A Pecadora


Melhor Actor Secundário (drama)
Vencedor: Sam Rockwell, Três Cartazes à Beira da Estrada
Williem Dafoe, Projecto Flórida
Armie Hammer, Chama-me Pelo Teu Nome
Richard Jenkins, A Forma da Água
Christopher Plummer, Todo o Dinheiro do Mundo




Melhor Actriz numa Série de Comédia ou Musical
Vencedora: Rachel Brosnahan, The Marvelous Mrs. Maisel
Pamela Adlon, Better Things
Alison Brie, GLOW
Issa Rae, Insecure
Frankie Shaw, SMILF


Melhor Filme Dramático
Vencedor: Três Cartazes à Beira da Estrada
Dunkirk
The Post
A Forma da Água
Chama-me Pelo Teu Nome



Melhor Actriz numa Série Dramática
Vencedora: Elisabeth Moss, The Handmaid’s Tale
Claire Foy, The Crown
Katherine Langford, Por Treze Razões
Maggie Gyllenhaal, The Deuce
Caitriona Balfe, Outlander



Melhor Actor numa Série Dramática
Vencedor: Sterling K. Brown, This is Us
Freddie Highmore, The Good Doctor
Bob Odenkirk, Better Call Saul
Jason Bateman, Ozark
Live Schreiber, Ray Donovan



Melhor Actor Secundário (série)
Vencedor: Alexander Skarsgård, Big Little Lies
Christian Slater, Mr. Robot
David Harbour, Stranger Things
Alfred Molina, Feud: Bette and Joan
David Thewlis, Fargo



Melhor Banda Sonora
Vencedor: Alexandre Desplat, A Forma da Água
Carter Burwell, Três Cartazes à Beira da Estrada
Johny Greenwood, Linha Fantasma
John Williams, The Post - A Guerra Secreta
Hans Zimmer, Dunkirk



Melhor Canção
Vencedora: This is Me, O Grande Showman
Home, Ferdinando
Mighty River, Mudbound - Lágrimas Sobre o Mississipi
Remember Me, Coco
The Star, A Estrela de Belém



Melhor Realizador
Vencedor: Guillermo del Toro, A Forma da Água
Martin McDonagh, Três Cartazes à Beira da Estrada
Christopher Nolan, Dunkirk
Ridley Scott, Todo o Dinheiro do Mundo
Steven Spielberg, The Post



Melhor Actor numa Comédia ou Musical
Vencedor: James Franco, Um Desastre de Artista
Steve Carrell, A Guerra dos Sexos
Ansel Elgort, Baby Driver: Alta Velocidade
Hugh Jackman, O Grande Showman
Daniel Kaluuya, Get Out



Melhor Actriz Secundária (série)
Vencedora: Laura Dern, Big Little Lies
Chrissy Metz, This is Us
Michelle Pfeiffer, The Wizard of Lies
Shailene Woodle, Big Little Lies
Ann Dowd, The Handmaid’s Tale



Melhor Filme Animado

Vencedor: Coco
The Boss Baby
Ferdinando
The Breadwinner
A Paixão de Van Gogh


Melhor Actriz Secundária (filme)
Vencedora: Allison Janney, Eu, Tonya
Mary J. Blige, Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi
Hong Chau, Pequena Grande Vida
Laurie Metcalf, Lady Bird
Octavia Spencer, A Forma da Água


Melhor Argumento
Vencedor: Três Cartazes à Beira da Estrada
The Post – A Guerra Secreta
A Forma da Água
A Grande Jogada
Lady Bird


Melhor Filme Estrangeiro
Vencedor: Em Pedaços (Fatih Akin)
Una Mujer Fantástica (Sebastián Lelio)
First They Killed My Father (Angelina Jolie)
Loveless (Andrey Zvyagintsev)
Rutan (Ruben Östlund)


Melhor Comédia
Vencedor: Lady Bird
Um Desastre de Artista
Get Out
O Grande Showman
Eu, Tonya


Melhor Actor numa Série Dramática
Vencedor: Ewan McGredor, Fargo
Robert De Niro, The Wizard of Lies
Kyle Maclachlan, Twin Peaks
Jude Law, The Young Pope
Geoffrey Rush, Genius


Melhor Série de Comédia ou Musical
Vencedora: The Marvelous Mrs. Maisel
Black-ish
Master of None
SMILF
Will e Grace


Melhor Actor numa Série Cómica ou Musical
Vencedor: Aziz Ansari, Master of None
Anthony Anderson, Black-ish
Kevin Bacon, I Love Dick
William H. Macy, Shameless (No Limite)
Eric McCormack, Will e Grace


Melhor Telefilme ou Série Limitada
Vencedor: Big Little Lies
Feud: Bette and Joan
Fargo
Top of the Lake: China Girl
A Pecadora


Melhor Actriz num Filme de Comédia ou Musical

Vencedora: Saoirse Ronan, Lady Bird
Judi Dench, Victoria e Abdul
Margot Robbie, Eu, Tonya
Emma Stone, A Guerra dos Sexos
Helen Mirren, The Leisure Seeker


Melhor Actor num Filme Dramático
Vencedor: Gary Oldman, A Hora Mais Negra
Timothée Chalamet, Chama-me Pelo Teu Nome
Denzel Washington, Roman J. Israel, Esq.
Tom Hanks, The Post – A Guerra Secreta
Daniel Day-Lewis, Linha Fantasma


Melhor Actriz num Filme Dramático
Vencedora: Frances McDormand, Três Cartazes à Beira da Estrada
Jessica Chastain, A Grande Jogada
Sally Hawkins, A Forma da Água
Meryl Streep, The Post – A Guerra Secreta
Michelle Williams, Todo o Dinheiro do Mundo



Mariah Carey roubou o lugar a Meryl Streep e não é a primeira vez que a casa de banho causa problemas
Foi um erro inocente. A cantora sentou-se no primeiro lugar que viu disponível.


Entre o glamour da passadeira vermelha e o entusiasmo das entregas de prémios, também em eventos como os Globos de Ouro, a casa de banho faz parte da rotina de qualquer um. Como quem tenha ido a um concerto poderá comprovar, por vezes não é fácil coordenar as necessidades fisiológicas com as pausas do espectáculo, que o diga Mariah Carey, que na cerimónia deste domingo roubou o lugar a Meryl Streep à chegada da casa de banho.

"Fiquei presa na conversa a caminho da casa de banho durante o intervalo... Sentei-me no primeiro assento disponível, que por acaso era mesmo ao lado de Steven Spielberg", escreveu no Twitter. A cantora partilhou ainda a troca de palavras que teve depois com a actriz: "(eu): Querida Meryl Streep, por favor perdoa-me; (Meryl Streep) Podes roubar o meu lugar em qualquer altura." À saída, a cantora de 47 anos reafirmou, ao TMZ, que "não foi de propósito", acrescentando que "a Meryl Streep é a maior" e que "compreendeu perfeitamente" a situação.

Não foi a primeira vez que uma ida à casa de banho causou problemas numa entrega de prémios. Recordamos em baixo alguns momentos divertidos que ficaram para história, em vídeo.

Hugh Grant (quase) aceita Globo de Ouro de Renée Zellweger
Quando Hugh Grant anunciou Renée Zellweger como vencedora do Globo de Ouro para melhor actriz de um musical ou comédia, em 2001, pelo filme Betty, a actriz estava desaparecida. Só quando começou finalmente a aceitar o prémio em seu lugar, depois de lançar algumas piadas, é que Zellweger apareceu na entrada da sala, tinha ido à casa de banho. "Tinha batom nos dentes", justificou a actriz num misto de embaraço e regozijo. "Um momento que nunca esquecerei", brincou ainda.



Christine Lahti chega de toalha nas mãos ao palco
Três anos antes de Zellweger, já Christine Lahti tinha passado pelo mesmo. A actriz foi a vencedora do Globo de Ouro de melhor actriz numa série de drama, mas não estava no lugar para subir ao palco. Enquanto Michael J. Fox chamava por Lahti e começava um discurso de improviso, Robin Williams decidiu tomar o microfone e entreter o público com as suas piadas. A actriz chegou finalmente ao palco de toalha nas mãos. "Estava na casa de banho, mãe", brincou.



Mark Walhberg usa a casa de banho de Ellen DeGeneres
Abordado pela apresentadora dos Óscares de 2007, Ellen DeGeneres, enquanto esta passeava pela plateia, Mark Walhberg aproveitou para confessar que tinha utilizado a sua casa de banho privada. "Ouvi dizer que acabaste de fazer xixi na minha casa de banho...". O actor revelou ainda, num tom de brincadeira, que também usou a escova de dentes. "Obrigada, vou vendê-la no Ebay", respondeu a comediante.



Inundação no Dolby Theatre, nos Óscares de 2013
Nem as grandes cerimónias de entrega de prémios são imunes aos problemas de canalização. Pouco antes do início dos Óscares de 2013, uma fuga na canalização de uma das casas de banho resultou na inundação do lobby, de acordo com o TMZ. O momento foi captado por várias pessoas e rapidamente começou a circular no Twitter.



Harry Styles junta-se à banda, a meio do discurso
Em 2014, a banda One Direction ganhou o prémio Global Success Award, nos Brit Awards, mas apenas quatro elementos da banda subiram ao palco para agradecer. Harry Styles, que ficou preso na casa de banho, apareceu a meio do discurso, pedindo desculpa e justificando que os lavabos ficavam "a quilómetros de distância".



Tinie Tempah recusa-se a aceitar o prémio sem Labrinth
Três anos antes, Tinie Tempah passou por uma experiência semelhante, também nos Brit Awards. O artista subiu ao palco, mas recusou-se a aceitar o prémio de melhor single, pela música que lançou com Labrinth, que nesse momento se tinha ausentado para ir à casa de banho. "Não posso aceitar sem o Labrinth, não posso", repetiu taciturno.




Quem são as mulheres que não vestiram de negro nos Globos de Ouro?

Elas estão solidárias com a luta dos homens e mulheres de Hollywood, mas não estiveram disponíveis para vestir de preto.




São apenas três as mulheres que não passaram despercebidas aos fotógrafos que estiveram na passadeira vermelha por não vestirem de preto, a cor acordada por homens e mulheres da indústria do entretenimento para fazer notar as situações de abuso e assédio que se vivem em Hollywood (e não só).

Se a noite de domingo dos Globos de Ouro, em Los Angeles, foi monocromática, com o negro a imperar quer na roupa delas como deles – muitos usaram camisas pretas por debaixo do casaco do smoking ou o pin do movimento Time's Up na lapela –, pelo menos duas mulheres optaram pelo vermelho. Meher Tatna, a presidente da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood – que é a anfitriã da cerimónia –, e a actriz Blanca Blanco. A primeira tem uma razão cultural para o ter feito: de origem indiana, Tatna justifica que na sua cultura o preto é apenas reservado às mulheres que estão de luto. "Quando se celebra, não vestimos preto", justificou já na passadeira vermelha, acrescentando que está solidária com os que vestiram de negro.

Blanca Blanco, que se estreou no filme Showgirls, diz que também apoia a luta contra o abuso e o assédio sexual, no entanto, optou por um vestido vermelho com pouco tecido. Depois das críticas nas redes sociais, feitas por inúmeros internautas, a actriz respondeu que o problema em Hollywood é "maior do que a cor do meu vestido".


A modelo Barbara Meier também se defendeu nas redes sociais antes mesmo de sair de casa. Sobre a sua opção de envergar um enorme vestido cor-de-rosa, a modelo que ganhou o Germany Next Topmodel em 2007, explicou nas redes sociais que ser livre é poder usar o que lhe apetecer. Num longo post no Instagram, diz que considera a iniciativa de apoiar o movimento Time's Up "muito importante", mas que decidiu usar cor. "Se queremos que este seja o Globos de Ouro das mulheres fortes que defendem os seus direitos, eu acho, que o caminho errado é não vestirmos qualquer roupa sexy (...). Há muito tempo que lutamos pela liberdade de vestir o que quisermos. Na minha opinião, se restringirmos isso porque alguns homens não podem controlar-se a si mesmos, isso é uma enorme regressão. Não devemos ter de vestir preto para sermos levadas a sério, as mulheres devem brilhar, serem coloridas e cintilantes


Apagão nos Globos de Ouro: os actores estiveram de luto ou em luta?

Na primeira grande cerimónia de entrega de prémios em Hollywood depois do escândalo de Weinstein, as actrizes pisaram a passadeira num dress code de protesto.


CATARINA LAMELAS MOURA 8 de Janeiro de 2018








A 75.ª edição dos Globos de Ouro, este domingo, deu o tiro de partida para a temporada de prémios da televisão e do cinema. Não restam dúvidas quanto à posição das grandes figuras de Hollywood relativamente à forma como as mulheres são tratadas na indústria: foi a primeira grande passadeira vermelha depois do escândalo de assédio sexual que abanou Hollywood, em Outubro, e o preto foi decisivamente a cor da noite. Elas já tinham avisado que seria assimem jeito de protesto contra tudo aquilo que foi revelado sobre a indústria –, mas a adesão foi quase total. Muitos deles aderiram também, trocando a camisa branca pela preta. Também houve quem decidisse usar outras cores.

Alguns actores, como por exemplo Gary Oldman e Hugh Grant, trouxeram inclusive na lapela o pin da Time's Up, a organização responsável pelo apagão na passadeira vermelha. Recentemente fundada, a organização é apoiada por mulheres que querem pôr fim às injustiças e desigualdades no local de trabalho. Na passadeira, actrizes como Meryl Streep, Emma Stone, Susan Sarandon e Amy Poehler fizeram-se acompanhar por activistas dos direitos das mulheres – uma ideia liderada por Michelle Williams, segundo confirmou Emma Watson ao canal E!.

"Estou muitíssimo emocionada de estar ao lado desta mulher", comentou ao mesmo meio Williams, que veio com Tarana Burke, a fundadora do movimento #MeToo – hashtag que milhares de pessoas utilizaram para partilhar as suas experiências de abuso sexual, nas redes sociais. "Pensei que teria de educar a minha filha a aprender a proteger-se a si própria num mundo perigoso e acho que, por causa do trabalho que a Tarana tem feito e o trabalho que estou a aprender a fazer, temos mesmo uma oportunidade de entregar aos nossos filhos um mundo diferente", comenta.

A antecipação dos Globos de Ouro serviu também para alguma reflexão sobre a forma como é feita a cobertura mediática da passadeira vermelha em Hollywood – concretamente no que toca às mulheres e às suas escolhas de moda. "Agora que Weinstein caiu, o que mais vai desaparecer do circuito de prémios? Será que os vestidos ultra reveladores podem ser apreciados como confecções puramente de moda?", questiona Jodi Kantor, uma das duas repórteres que escreveram a primeira peça sobre Harvey Weinstein, no New York Times, em Outubro.

A publicação decidiu este ano mudar as regras, descortinando o plano de acção daqui para a frente e estendendo a discussão aos leitores. Para cobrir o evento foi enviada uma equipa que incluia, entre outros, Kantor e o vencedor de um Pulitzer Damon Winter, numa tentativa de elevar a narrativa. Nos comentários, alguns dos leitores sugeriram que fizessem outras perguntas às mulheres, além daquelas relacionadas com os seus vestidos, enquanto outros consideravam melhor que se fizesse apenas a cobertura dos prémios e não da passadeira vermelha, classificando a prática como antiquada e ultrapassada.

"Estes vangloriosos e infantis espectáculos não deveriam ser emitidos de todo. Apesar das boas intenções das actrizes ao usar preto e do novo agregado de comentários de media sérios acerca do assédio, o efeito primário da temporada de prémios vai continuar a reforçar alguns dos piores aspectos da nossa cultura superficial", escreve uma das leitoras.


Já com alguns anos, o movimento #AskHerMore – que nasceu dos Emmys de 2014 e pretende inspirar as pessoas a apontar o dedo à cobertura mediática sexista – tem ganho ainda mais relevância na era pós-Weinstein. "Quando lançámos #AskHerMore em 2014, não tinha só a ver com a passadeira vermelha, era acerca de como a nossa cultura em geral desvaloriza mulheres e raparigas. Ver todas estas mulheres vestidas de preto, em solidariedade com activistas (...) é um sonho tornado realidade", escreveu no Twitter Jen Siebel Newsom, CEO e fundadora deste movimento.



Oprah Winfrey, no discurso que preparou para receber o prémio honorário Cecil B. DeMille, fez levantar a plateia que assistia à edição deste ano dos Globos de Ouro. Reforçou a importância de as mulheres exprimirem a sua verdade, elogiou aquelas que assumiram ter sido vítimas de assédio sexual e falou de um "novo dia" que estará prestes a despontar no horizonte, "um tempo em que ninguém terá de dizer 'Também eu'" - referindo-se ao movimento #metoo, criado pela activista Tarana Burke em 2006 e que no ano passado se tornou um veículo de transmissão de mensagens contra o abuso e o assédio sexual. Ao longo da noite outras vozes se fizeram ouvir a favor do empoderamento das mulheres e pela paridade na indústria e na sociedade, incluindo as actrizes premiadas Frances McDormand e Laura Dern mas também o apresentador da cerimónia, o comediante Seth Meyers.


O activista Billie Jean King e os actrizes Reese Witherspoon e Emma Stone chegam aos 75 graus do Globo de Ouro. Todos eram membros-chave da iniciativa Time's Up e todos eram negros em protesto e solidariedade.

Maggie Gyllenhaal arrives at the awards where she was nominated for The Deuce.

Helen Mirren, que foi candidata por seu papel no The Leisure Seeker.

Natalie Portman, Jessica Chastain, Octavia Spencer e America Ferrera (da esquerda para a direita) chegam aos prêmios em Los Angeles. As mulheres saindo em massa eram um grande tema do tapete vermelho.

Allison Williams foi uma das poucas actrizes a incorporar qualquer cor em seu olhar.

Laura Dern, que foi nomeada por seu papel em Big Little Lies, foi uma das várias mulheres que trouxe uma activista como sua "data" para a noite. Ela veio com Mónica Ramírez, uma activista que combate a violência sexual contra os trabalhadores agrícolas.
Maggie Gyllenhaal chega aos prêmios onde foi nomeada para The Deuce.

Tarana Burke (extrema direita) iniciou o movimento MeToo. Ela é retratada com a colega activista Rosa Clemente, e as atrizes Susan Sarandon e Michelle Williams

Catherine Zeta-Jones leva o "preto com painéis finos e trilhos coloridos" na Globo de Ouro.


Claire Foy e Matt Smith combinam tuxedos.


Actores Justin Timberlake e Jessica Biel nos Globos de Ouro.

Alexis Bledel repete seu sucesso no The Handmaid's Tale com essa escolha de macacão.

Debra Messing usou sua entrevista no tapete vermelho para chamar E! - o canal de TV entrevistando-a - por salários desiguais. Bravo.

O elenco de Stranger Things! usar preto. Da esquerda: Sadie Sink, Finn Wolfhard, Gaten Matarazzo, Caleb McLaughlin e Noah Schnapp.

Joseph Fiennes mostra seu apoio ao código de vestimenta preto, adicionando seu distintivo #TimesUpNow.

William H Macy foi uma das primeiras estrelas a chegar, orgulhosamente mostrando seu distintivo TimesUpNow. Todos os lucros vão para o fundo legal da iniciativa.

Jane Campion - "uma dos grandes directores de cinema do mundo" - chega no tapete vermelho.

Susan Kelechi Watson, estrela de This Is Us, no tapete vermelho

.A arizr Kerry Washington chega no tapete vermelho num vestido de lantejoulas.

Dakota Johnson.

Amy Poehler chega com o activista Saru Jayaraman, uma defensora da justiça no local de trabalho para os trabalhadores dos restaurantes.

Christina Hendricks, whose Naeem Khan gown was remade in black from gold when the dress code was announced, arrives on the red carpet.

Michelle Pfeiffer, nominated for The Wizard of Lies, arrives on the red carpet.

Meryl Streep com Ai-jen Poo, director da Aliança Nacional de Trabalhadores Domésticos e co-director da Campanha Caring Across Generations.

Viola Davis num vestido canalizando Madame X de John Singer Sentri por meio do Studio 54. Win.

Mariah Carey, America Ferrera, Natalie Portman, Emma Stone e Billie Jean King

From left: Meryl Streep, Ai-jen Poo, Natalie Portman, Tarana Burke, Michelle Williams, America Ferrera, Jessica Chastain, Amy Poehler, and Saru Jayaraman arrive at the Golden Globes afterparty in Beverly Hills. Photograph: Chris Pizzello/Invision/AP

Claire Foy and Mat Smith in matching tuxedos.

From left: Reese Witherspoon, Eva Longoria, Salma Hayek and Ashley Judd arrive at the awards. Photograph: DiMai/SilverHub/Rex/Shutterstock








Elisabeth Moss, Amanda Brugel and Yvonne Strahovski enjoy the party after winning for Handmaid’s Tale.

Game of Thrones stars Gwendoline Christie, Nikolaj Coster-Waldau and Emilia Clarke.

Activist Tarana Burke, Michelle Williams, America Ferrera, Jessica Chastain, Amy Poehler, Meryl Streep, Kerry Washington (front, L-R) Natalie Portman, activist Ai-jen Poo and activist Saru Jayaraman.

Salma Hayek, Michelle Williams and Ashley Judd.