terça-feira, 10 de outubro de 2017

Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie entre as mulheres que acusam Harvey Weinstein de assédio


À revista New Yorker, três mulheres acusam o produtor de Hollywood de as ter violado. New York Times publica os relatos das actrizes Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie.


PÚBLICO 10 de Outubro de 2017

Harvey Weinstein LUSA/PETER FOLEY

A cada dia que passa a lista de mulheres que denunciam em público os avanços sexuais indesejados de Weinstein não pára de crescer. Também nesta terça-feira, o New York Times revela outras histórias, incluindo das famosas actrizes Gwyneth Paltrow e Angelina Jolie. A primeira conta que, quando tinha 22 anos, foi convidada para um hotel, tocando-lhe e sugerindo uma "massagem". "Eu era uma criança", diz a actriz. "Estava horrorizada", acrescenta.
Jolie relata um incidente semelhante que aconteceu no mesmo hotel: "Eu tive uma má experiência com o Harvey Weinstein na minha juventude e, como resultado, escolhi nunca mais trabalhar com ele e avisei outras que o fizeram", diz ao jornal norte-americano. "Este comportamento em relação às mulheres é, em qualquer campo, em qualquer país, inaceitável", afirma ainda.

Depois de na semana passada ter vindo a público que o produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, negociou ao longo dos últimos 30 anos acordos sigilosos com pelo menos oito mulheres que o acusavam de assédio sexual, outras três mulheres denunciaram que foram violadas por Weinstein, que “nega inequivocamente” as novas acusações.

Numa investigação da revista New Yorker, conta-se que a actriz e realizadora italiana Asia Argento, uma antiga aspirante a actriz, Lucia Evans, e uma mulher não identificada acusam o produtor de as forçar a praticar actos e relações sexuais.

No mesmo artigo, quatro outras mulheres dizem que Weinstein lhes tocou sem consentimento de uma maneira “que poderia ser classificada como assédio”.

O mesmo artigo, assinado por Renan Farrow, filho da actriz Mia Farrow, divulga uma gravação obtida pela polícia de Nova Iorque onde Weinstein parece admitir ter agarrado a modelo Ambra Battilana Gutierrez que, na altura em que denunciou o caso, afirmou que o produtor costumava comportar-se desta maneira.

Depois da publicação da primeira investigação sobre o passado de Weinstein, por parte do New York Times, o produtor pediu desculpa pelo seu comportamento, apesar de desmentir grande parte das acusações que lhe fizeram, anunciando até que se iria retirar da sua empresa – que entretanto o despediu para abrir uma investigação interna– para procurar tratamento terapêutico. “Qualquer alegação de sexo não-consentido são negadas inequivocamente por Weinstein”, disse uma porta-voz do produtor à revista.


Harvey Weinstein despedido da sua produtora

O influente produtor de Hollywood não resistiu às revelações sobre o assédio sexual que promoveu ao longo de anos.


PÚBLICO

O conselho de administração da produtora Weinstein Co. decidiu despedir, no domingo, um dos fundadores e membros dirigentes, Harvey Weinstein, 65 anos, citando "novas informações" que vieram a público "nos últimos dias" sobre os casos de assédio sexual em que aquele influente produtor de Hollywood esteve envolvido.
Num curto comunicado da administração, citado pelo Wall Street Journal, invocam-se as informações sobre a "conduta inapropriada de Harvey Weinstein que emergiram nos últimos dias". Assinam a declaração oficial Bob Weinstein, irmão do despedido, e mais três administradores da conhecida produtora, que tem interesses financeiros na área do cinema e da televisão.

A notícia do despedimento de Harvey surge dois dias depois de o próprio ter anunciado que deixaria de trabalhar por tempo indeterminado para se submeter a tratamento.

Foi o diário The New York Times a revelar que Weinstein foi acusado durante anos de assédio sexual contra mulheres. O jornal norte-americano diz que o produtor comprou o silêncio de pelo menos oito mulheres que alegaram terem sofrido assédio sexual e contacto físico sem consentimento e com os quais chegou a acordo. Todos estes acordos foram mantidos em sigilo e envolveram valores entre os 80 e os 150 mil dólares (entre pouco mais de 68 mil euros e quase 128 mil euros).


Harvey Weinstein, o influente produtor de Hollywood apanhado num escândalo de assédio sexual


Investigação do New York Times revela que ao longo dos últimos 30 anos negociou em sigilo acordos com pelo menos oito mulheres que o acusavam de assédio sexual.


PÚBLICO

O Discurso do Rei, Pulp Fiction, O Paciente Inglês, Chicago ou a Paixão de Shakespeare - que venceu o Óscar de Melhor Filme - são algumas das muitas produções cinematográficas que contaram com a colaboração de Harvey WeinsteinREUTERS/MIKE BLAKE

Harvey Weinstein, influente e consagrado produtor de Hollywood, anunciou que se iria retirar da sua empresa por tempo indeterminado para receber tratamento, depois de o New York Times ter publicado uma investigação onde dá conta que Weinstein foi acusado durante anos de assédio sexual contra várias mulheres.
O jornal norte-americano diz que o produtor de 65 anos chegou a acordo com oito mulheres que alegaram terem sofrido assédio sexual e contacto físico sem consentimento. Todos estes acordos foram mantidos em sigilo e envolveram valores entre os 80 e os 150 mil dólares (entre pouco mais de 68 mil euros e quase 128 mil euros).

As mulheres em causa são uma actriz, uma modelo e duas assistentes, sendo que as acusações se estendem ao longo dos últimos 30 anos. Na maioria dos casos, Weinstein marcava reuniões para um hotel em Bevery Hills, na Califórnia. O encontro acabava por se realizar no quarto do produtor onde este pedia massagens ou favores sexuais em troca de benefícios na carreira das mulheres.

“Eu admito que a forma como me comportei com colegas no passado causou muita dor e peço, sinceramente, desculpa por isso. Apesar de eu estar a tentar ser melhor, sei que tenho um longo caminho a percorrer”, disse Weinstein num comunicado enviado ao New York Times, acrescentando que se vai afastar do trabalho para recorrer a terapeutas.

Um das mulheres ouvidas pelo jornal foi Ashley Judd, actriz e cantora, que relata que, há 20 anos, teve uma reunião no referido quarto de hotel do produtor. Aí, Weinstein recebeu-a de roupão, pedindo-lhe uma massagem ou que o observasse a tomar banho.

Em 2014, Emily Nestor, que trabalhou na empresa de Weinstein durante apenas um dia, foi também convidada a dirigir-se ao mesmo hotel para uma reunião. Aí foram pedidos favores sexuais em troca de uma ajuda na carreira. Estes relatos foram divulgados por colegas de Nestor.

Segundo o Times, dezenas de antigos e actuais funcionários da empresa afirmam que tinham conhecimento do comportamento de Weinstein. Mas foram poucos os que o confrontaram com isso.

O produtor instituiu na sua empresa um código de silêncio, através do qual os funcionários assinavam contratos comprometendo-se a abdicar de criticar em público a empresa ou os seus líderes, e de prejudicar “a reputação da empresa” ou de qualquer outro funcionário.

Charles Harder, um advogado que representa Weinstein, diz que esta situação “não é prova de nada”, pois este tipo de códigos não é incomum.

No entanto, o conselho de administração da Weinstein Company informou que vai abrir uma investigação aos casos agora tornados públicos, suspendendo o produtor das suas funções até que esta esteja concluída.

Além da longa e bem-sucedida carreira na indústria cinematográfica, Weinstein também se tornou um dos mais importantes financiadores das campanhas do Partido Democrata e a filha mais velha de Barack Obama, Malia, estagiou durante um ano na sua empresa.

De entre as campanhas democratas que contaram com o apoio financeiro do produtor, está a de Hillary Clinton para as eleições presidenciais do ano passado. Ora, depois de conhecidas as notícias sobre as acusações de assédio sexual, o Partido Democrata já anunciou que os cerca de 30 mil dólares doados por Weinstein serão redistribuídos por grupos de apoio aos direitos da mulher. Em comunicado, o partido considera as acusações “profundamente perturbadoras”, cita a Reuters.

Harvey Weinstein conta com várias nomeações para os Óscares, tendo já vencido um prémio da Academia. O Discurso do Rei, Pulp Fiction, O Paciente Inglês, Chicago ou a Paixão de Shakespeare - que venceu o Óscar de Melhor Filme - são algumas das muitas produções cinematográficas que contaram com a colaboração de Weinstein.


Acusações contra Harvey Weinstein geram onda de solidariedade e de relatos pessoais


São já milhares as mulheres que aproveitaram as acusações de assédio sexual contra o influente produtor de Hollywood para partilhar os episódios em que se encontraram com o "seu" Harvey Weinstein.


PÚBLICO


As repercussões da investigação do New York Times sobre anos de denúncias de assédio sexual contra Harvey Weinstein começam-se a fazer sentir e não apenas na indústria cinematográfica e na vida profissional do influente produtor de Hollywood – que, entretanto, foi despedido da sua própria empresa. Foram várias as figuras do cinema norte-americano a reagir ao escândalo mas, nas redes sociais, são já milhares as utilizadoras que aproveitaram o caso para expor a sua experiência com aquilo a que chamam “o meu Harvey Weinstein”.
Essa é exactamente a hashtag que se espalhou pelo Twitter desde a publicação da investigação: #myharveyweinstein ("o meu Harvey Weinstein"). Como explica oWashington Post, num primeiro momento, apenas algumas mulheres começaram a relatar o momento em que foram alvo de assédio sexual por parte de colegas ou apenas de homens que se encontravam pelo seu caminho. Mas, neste momento, são já milhares a fazer o mesmo.

“Harvey Weinstein era um director de uma agência federal e ordenou às funcionárias que aceitassem o seu ‘beijo de saudação’. Eu tinha 21 anos e estava horrorizada”, diz uma das utilizadoras.

“Harvey Weinstein era um professor de história do liceu que me tocava e fazia comentários obscenos sobre mim à frente da turma. Eu tinha 14 anos”, relata outra mulher.

Há também quem não relate o que viveu mas o que ouviu, aproveitando para deixar conselhos: “Sou uma advogada feminista, especializada em assédio sexual. Todas as semanas oiço um novo ‘o meu Harvey Weinstein. Confiem nas outras mulheres. Ajudem outras mulheres”.

De acordo com o que foi noticiado, nos últimos 30 anos Weinstein estabeleceu acordos sigilosos com, pelo menos, oito mulheres que o acusavam de assédio. Na maioria dos casos, o produtor convocou as mulheres para uma reunião num hotel em Beverly Hills, na Califórnia. No entanto, as alegadas vítimas acabavam no quarto de Weinstein, onde este lhes propunha favores sexuais em troca de benefícios nas respectivas carreiras.

O produtor negou grande parte das acusações, mas acabou por anunciar que se iria afastar do trabalho para recorrer a ajuda terapêutica, pedindo desculpa às mulheres afectadas pelo seu comportamento.

Entretanto, várias figuras do cinema norte-americano, muitas delas com uma longa relação profissional e de amizade com Weinstein, vieram a público falar sobre o caso. Uma delas foi Meryl Streep, que revelou estar “chocada” com as notícias “vergonhosas”. A actriz elogiou ainda as mulheres que denunciaram o produtor considerando-as “heroínas”, cita a BBC.

Judi Dench também reagiu, garantindo que nunca tomou conhecimento destas acusações “horríveis”. “Ofereço a minha simpatia àquelas que sofreram e um sincero apoio àquelas que denunciaram”, afirmou.

Emma Thompson, Mark Rufallo e Seth Rogan foram outros actores que vieram a público comentar o caso.

Thompson descreveu mesmo Weinsten “um predador”. “Temos de falar sobre a maneira como nos estamos a comportar”, disse a actriz à BBC. “O comportamento masculino predatório está em todo lado, não apenas na indústria cinematográfica”, referiu ainda, expressando também apoio às mulheres que vieram a público denunciar o caso

“O que Harvey Weinstein fez é um repugnante abuso de poder e é horrível”, afirmou, por sua vez, Mark Ruffalo no Twitter.

Seth Rogen utilizou a mesma rede social para dizer que acredita “em todas as mulheres que denunciaram o assédio sexual de Harvey Weinstein”.

Harvey Weinstein, que é um dos mais consagrados produtores de Hollywood, conta com várias nomeações para os Óscares, tendo já vencido um prémio da Academia. O Discurso do Rei, Pulp Fiction, O Paciente Inglês, Chicago ou a Paixão de Shakespeare – que venceu o Óscar de Melhor Filme – são algumas das muitas produções cinematográficas que contaram com a colaboração de Weinstein.



terça-feira, 3 de outubro de 2017

3 de outubro de 1960. O estranho desaparecimento de Brigitte Bardot


Eram visíveis, nos pulsos, marcas de uma tentativa de suicídio recente. Brigitte Bardot tinha 26 anos. Segundo o seu médico pessoal, estava num ponto de fragilidade preocupante. Como num filme de mistério, foram buscá-la à Clínica de Saint François e levaram-na para parte nenhuma

Não se pode dizer que os acontecimentos tenham apanhado toda a gente de surpresa.

Afinal, ainda há bem pouco tempo, o dr. J. Dupoy, de Paris, médico pessoal de Brigitte Bardot, tinha afirmado publicamente: “Brigitte ainda se sente atingida por uma reação de desespero. Se não forem tomadas ações imediatas, não tenho dúvidas de que continuará com as suas tentativas de suicídio.”

Pobre menina rica.

Continuava o dr. Dupoy: “Acima de tudo, preocupa-me a transformação que tenho encontrado nela. Encontrei-a mais madura, descansada e tranquila, mas ao mesmo tempo dá a sensação de que perdeu o contacto com o mundo exterior.”


Pouco tempo antes, Brigitte Bardot ingerira uma dose de barbitúricos.

Foi por pouco. Por muito pouco.

Questão de uma hora ou duas. Se não tivesse sido encontrada naquele estado, a morte seria certa.

Tinha 26 anos.

Pressões

O médico também não mostrava dúvidas em relação ao peso que a exposição pessoal da atriz tinha tido neste seu comportamento suicidário.

O polémico filme “E Deus Criou a Mulher”, realizado pelo seu marido Roger Vadim, atribuíra-lhe uma notoriedade desenfreada. A revista “Time” considerara-a uma das pessoas mais influentes do mundo.

E, de repente, era como se desaparecesse da face da Terra.

Dr. Dupoy outra vez: “Brigitte tem pedido informações sobre os filhos e sobre os seus animais de estimação, aos quais dedica um enorme carinho. Se perguntou pelo marido? Não vou responder a isso.”

Nessa altura, ela era casada com Jacques Charrier, que foi aconselhado a manter--se distante da mulher.

Francis Corne, produtor do filme “Quer Dançar Comigo?”, prometera à imprensa que Brigitte responderia a uma série de perguntas no momento de abandonar a clínica onde estava internada, sob o compromisso de não ser seguida por fotógrafos na viagem para o seu misterioso exílio.

Pouco antes do meio-dia do dia 3 de outubro de 1960, a atriz abandona as instalações da Clínica de Saint François.

Muitas câmaras de televisão estavam assestadas para a porta do estabelecimento de saúde.

Havia um nervosismo no ar.

Mas, ao mesmo tempo, pouco se sabia sobre este desaparecimento planeado de forma tão misteriosa.

Ninguém mas mesmo ninguém exterior ao seu círculo íntimo sabia qual o destino de Brigitte.

Pulsos feridos

Francis Cosme, grande amigo de B.B. e produtor de alguns dos seus filmes, dirigiu-se à mole de repórteres que esperavam no exterior do edifício: “Estou convencido de que será respeitado o acordo feito convosco. Se assim não for, tomaremos medidas enérgicas. Peço-lhes por tudo porque é muito grave o estado da doente que vai sair daqui!”

Brigitte Bardot era uma silhueta frágil, alquebrada.

Hesitante, surgiu no alto da escadaria, usando calças compridas e largas, uma camisola cinzenta e um véu branco que lhe envolvia o cabelo.

Uma palidez de morte numa mulher tão cheia de vida.

Uma rosa vermelha na mão direita.

Rosto pálido, feições vincadas de um sofrimento impossível de disfarçar.

Deixou-se cair pesadamente no assento do automóvel que a esperava.

Nem um som saiu dos seus lábios cerrados.

Nos punhos eram visíveis tiras de adesivos.

Partiu para algures sem que ninguém a seguisse.

Era a sua vez de ir para parte nenhuma.


quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Mãe!




Título original:Mother!
Género:Drama, Terror
Classificação:M/16
Outros dados:EUA, 2017, Cores, 115 min.

Um casal vive numa casa isolada onde ele, um poeta em crise de inspiração, viveu toda a sua infância. Ela, decidida a transformar aquele lugar num lar, remodela cada espaço com amor e dedicação. Certa noite, são visitados por um estranho que diz ser médico. O marido decide acolhê-lo. Depois chega a mulher do médico e, mais tarde, os dois filhos de ambos. A presença daqueles estranhos hóspedes depressa começa a tomar conta de toda a casa, possuindo-a e deixando a proprietária com uma sensação de terror que parece ir tomando, a cada dia, proporções cada vez maiores….
Seleccionada para competir no Festival de Cinema de Veneza, uma história de terror realizada por Darren Aronofsky ("O Wrestler", "Cisne Negro", “Noé”), que tem Jennifer Lawrence, Javier Bardem, Ed Harris e Michelle Pfeiffer como protagonistas.


Kingsman: O Círculo Dourado




Título original:Kingsman: The Golden Circle
Género:Comédia, Acção
Classificação:M/14
Outros dados:EUA/GB, 2017, Cores, 141 min.

Depois da base de operações da Kingsman, em Londres, ser atacada e totalmente destruída, Eggsy — agora um agente em pleno direito – e o seu parceiro Merlin são enviados para os EUA para se juntarem aos Statesman, os seus homólogos norte-americanos. Liderados pelo agente Champ, os dois jovens britânicos vão-se ver obrigados a fazer equipa com Tequila, Ginger e Whiskey, três superagentes com métodos pouco ortodoxos. Agora, para que tudo corra como o esperado, eles têm de encontrar uma forma de superar as diferenças e assim derrotar Poppy, a pouco escrupulosa líder d’ O Círculo Dourado, a organização criminosa responsável pelo ataque aos Kingsman, que se prepara para dominar o mundo…
Um filme de acção e aventura que continua a história contada em “Kingsman: Serviços Secretos” (2014), também da autoria de Matthew Vaughn ("Kick-Ass - O Novo Super-Herói", "X-Men: O Início"). O argumento, escrito por Vaughn e Jane Goldman, tem por base a banda desenhada "The Secret Service", criado por Dave Gibbons e Mark Millar. O elenco, de luxo, conta com a participação de Colin Firth, Taron Egerto, Mark Strong, Channing Tatum, Halle Berry, Jeff Bridges, Emily Watson, Pedro Pascal, Poppy Delevingne, Michael Gambon, Julianne Moore e ainda com uma participação especial de Elton John, numa versão ficcionada de si próprio.


Uma Casa Cheia




Título original:Home Again
Género:Comédia Dramática
Classificação:M/12
Outros dados:EUA, 2017, Cores, 97 min.

Depois de uma separação bastante dolorosa, Alice Kinney decide começar uma nova vida com as duas filhas em Los Angeles, a sua cidade-natal. Tudo parece estar a entrar nos eixos até ela conhecer Teddy, Zoey e Harry, três aspirantes a realizadores que precisam de um lugar para morar. Alice concorda em dar-lhes guarida por algum tempo, nunca imaginando que, contra todas as probabilidades, acabaria apaixonada por Harry. E quando nada parecia poder ficar mais confuso, o inesperado acontece: Austen, o ex-marido arrependido, bate-lhe à porta, decidido a reconquistá-la…
Com Reese Witherspoon, Nat Wolff, Jon Rudnitsky, Pico Alexander, Michael Sheen e Candice Bergen nos papéis principais, uma comédia romântica que marca a estreia na realização de Hallie Meyers-Shyer.


Detroit




Título original:Detroit
Género:Drama, Thriller
Classificação:M/16
Outros dados:EUA, 2017, Cores, 143 min.

Em Julho de 1967, a cidade de Detroit (EUA) viveu cinco dias de protestos e violência. O tumulto social, que ficou conhecido como "12th Street Riot", decorreu devido às constantes tensões raciais e problemas de exclusão da população afro-americana. Uma rusga policial a um bar acabou por desencadear uma contenda com dezenas de afro-americanos que estavam reunidos no interior. A sua detenção foi feita sob o olhar de transeuntes que se apressaram a juntar-se nas ruas. Gerou-se uma espiral de violência entre polícia e manifestantes. O episódio transformar-se-ia num motim de enorme gravidade – um dos mais sangrentos da história dos EUA –, intensificado pela intervenção da Guarda Civil e do Exército. O resultado foi um banho de sangue.
Baseado em eventos reais na cidade de Detroit há meio século, um filme dramático sobre o racismo, com realização de Kathryn Bigelow e argumento de Mark Boal, dupla responsável pelo vencedor de seis Óscares "Estado de Guerra".


Reviver o Passado em Montauk




Título original:Return to Montauk
Género:Drama
Classificação:M/12
Outros dados:ALE/IRL/FRA, 2017, Cores, 106 min.

O escritor alemão Max Zorn chega a Nova Iorque, com a jovem e bela esposa, para promover a sua mais recente obra, inspirada numa história de amor ali vivida, muitos anos antes, com uma mulher chamada Rebeca. Assombrado por recordações, Max não consegue parar de pensar no que teria acontecido se não tivesse deixado para trás o que ainda considera o grande amor da sua vida. Quando descobre que ela continua a viver em Nova Iorque, resolve visitá-la. Embora, a princípio, pareça imperturbável, Rebeca acaba por o convidar para a acompanhar numa curta viagem a Montauk (Long Island), onde tenciona comprar a casa de praia de uns amigos. Como ambos se recordam, foi naquela cidade que viveram os momentos mais felizes do seu curto romance. E apesar do tempo que os separou, aquele lugar está repleto de recordações, o que inevitavelmente os faz regressar à sua história.
Com realização do alemão Volker Schlöndorff ("Golpe de Misericórdia", "O Nono Dia", "Diplomacia"), segundo um argumento seu e de Colm Tóibín, um filme dramático que se inspira na obra autobiográfica "Montauk", do aclamado escritor e dramaturgo suíço Max Frisch (1911-1991). O elenco conta com Stellan Skarsgård, Nina Hoss, Bronagh Gallagher, Niels Arestrup e Susanne Wolff.