83ª edição 27 de fevereiro de 2011 O Discurso do Rei








O filme abre com o Príncipe Albert, Duque de York, apelidado por sua esposa e família de Bertie, segundo filho do Rei Jorge V, fazendo um discurso no encerramento da British Empire Exhibition de 1925 no Estádio de Wembley, com sua esposa Elizabeth ao seu lado. Sua óbvia gaguez deixa o público nas arquibancadas inquieto. O Príncipe tenta vários métodos de tratamento até desistir, porém sua esposa o convence a visitar Lionel Logue, um terapeuta de fala australiano que mora em Londres. Na primeira sessão, Logue pede que eles se chamem pelos seus nomes próprios, quebrando a etiqueta real ao chamar o Duque de York pelo apelido. Ele o convence a ler o monólogo de Hamlet "Ser ou não ser", do dramaturgo de Shakespeare, enquanto ouve Le nozze di Figaro, de Mozart, nos fones de ouvido. Logue grava a leitura de Bertie em um disco de vinil. Porém, este, convencido de que havia gaguejado o tempo todo, deixa o consultório irritado. Logue oferece-lhe a gravação como lembrança.

Depois de fazer seu discurso de natal em 1934, o Rei Jorge V explica para seu filho a importância da radiodifusão para a monarquia moderna. Mais tarde, Bertie toca a gravação de Logue e ouve a sua própria voz, em que não se registra qualquer hesitação. Ele regressa ao consultório de Logue e trabalham juntos em relaxamento de músculos e controle respiratório, enquanto simultaneamente procuram a origem psicológica de sua gagueira. O Príncipe revela alguns dos seus traumas de infância: a severidade do pai, a repressão por ser canhoto, o doloroso tratamento de seu joelho, uma babá que preferia seu irmão mais velho e que o beliscava para fazê-lo chorar e ser repreendido pelos pais, e a morte de seu irmão mais novo, Príncipe John. Enquanto o tratamento progride, os dois se tornam amigos e confidentes.

Em 20 de janeiro de 1936, Jorge V morre, e David, Príncipe de Gales, sobe ao trono como Rei Eduardo VIII. Porém, ele quer se casar com Wallis Simpson, uma americana já divorciada duas vezes, algo que criaria uma crise constitucional. Em uma festa no Castelo de Balmoral, Bertie diz a Eduardo que ele não pode se casar com uma mulher divorciada e ainda assim manter o trono. Eduardo acusa o irmão de tentar usurpar seu trono, ao estilo medieval, afirmando que a terapia de fala de Albert não passa de uma tentativa de se preparar. Bertie fica com a língua presa após a acusação e Eduardo repete seu insulto de infância, "B-B-Bertie". Na sessão seguinte, o Príncipe ainda não havia superado o incidente. Em uma tentativa de consolá-lo, Logue insiste que ele poderá vir a ser Rei e que o xelim de sua aposta deveria ter a cabeça do Duque como monarca. Bertie acusa Logue de traição e, furioso, zomba da sua carreira fracassada como ator e de suas origens humildes, causando um fratura na amizade dos dois.

Quando Eduardo VIII abdica para se casar com Wallis, Albert torna-se Rei Jorge VI. Sentindo o enorme peso de sua ascensão, Jorge percebe que precisa da ajuda de Logue; ele e a Rainha visitam a casa de Logue para se desculpar. Quando o Rei insiste que Logue fique sentado no camarote do Rei durante sua coroação na Abadia de Westminster, o Dr. Cosmo Lang, Arcebispo da Cantuária, questiona as qualificações de Logue. Isso inicia uma nova confrontação entre o Rei e Logue, que explica que começou por tratar soldados traumatizados após o fim da Primeira Guerra Mundial. Quando Logue se senta no Trono de Eduardo, o Confessor e fala mal da Pedra de Scone, o Rei o repreende, e, ao fazer isso percebe que é tão capaz quanto aqueles que o procederam.

Em setembro de 1939, é declarada a guerra contra a Alemanha Nazista, e Jorge VI chama Logue ao Palácio de Buckingham para preparar seu discurso para toda a nação. Enquanto o Rei e Logue andam pelo palácio até um pequeno estúdio, Winston Churchill revela ao Rei que embora também tenha tido um problema de fala, encontrou um jeito de usá-lo a seu favor. O Rei faz seu discurso como se estivesse fazendo-o a Logue, que o guia em todo o momento. Enquanto Logue observa, o Rei e sua família vão até a varanda do palácio saudar os milhares de pessoas que se reuniram para ouvir o discurso.

Antes dos créditos é mostrado que, durante os vários discursos que Jorge VI realizou durante a Segunda Guerra Mundial, Logue esteve sempre presente. Também é mostrado que Logue e o Rei permaneceram amigos pelo resto de suas vidas, e que o Rei Jorge VI fez de Lionel Logue um Comandante da Real Ordem Vitoriana em 1944.








Elenco

Colin Firth como o príncipe Alberto, Duque de Iorque, depois Rei Jorge VI
Helena Bonham Carter como a princesa Elizabeth, Duquesa de Iorque, depois Rainha Elizabeth
Guy Pearce como o príncipe David, Príncipe de Gales, depois Rei Eduardo VIII
Jennifer Ehle como Myrtle Logue
Anthony Andrews como Stanley Baldwin
Eve Best como Wallis Simpson
Freya Wilson como a princesa Elizabeth
Ramona Marquez como a princesa Margarida







Prémios e indicações


Oscar

Melhor filme Ian Canning, Emile Shermam e Gareth Unwin Venceu
Melhor diretor Tom Hooper Venceu
Melhor roteiro original David Seidler Venceu
Melhor ator Colin Firth Venceu
Melhor ator coadjuvante Geoffrey Rush Indicado
Melhor atriz coadjuvante Helena Bonham Carter Indicado
Melhor fotografia Danny Cohen Indicado
Melhor edição Tariq Anwar Indicado
Melhor trilha sonora original Alexandre Desplat Indicado
Melhor direção de arte Eve Stewart e Judy Farr Indicado
Melhor figurino Jenny Beavan Indicado
Melhor mixagem de som Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley Indicado
Golden Globe

Melhor filme - drama Indicado
Melhor diretor Tom Hooper Indicado
Melhor ator - drama Colin Firth Venceu
Melhor atriz coadjuvante Helena Bonham Carter Indicado
Melhor ator coadjuvante Geoffrey Rush Indicado
Melhor roteiro David Seidler Indicado
Melhor trilha sonora original Alexandre Desplat Indicado
Screen Actors Guild

Melhor performance por um ator em papel principal Colin Firth Venceu
Melhor performance por uma atriz em papel secundário Helena Bonham Carter Indicado
Melhor performance por um ator em papel secundário Geoffrey Rush Indicado
Melhor performance de um elenco em filme Anthony Adrews, Helena Bonham Carter, Jennifer
Ehle, Colin Firth, Michael Gambon, Derek Jacobi,
Guy Pearce, Geoffrey Rush e Timothy Spall Venceu
BAFTA Award

Melhor filme Tom Hooper, Ian Canning, Emile Sherman,
Gareth Unwin e Geoffrey Rush Venceu
Melhor filme britânico Tom Hooper, Ian Canning, Emile Sherman,
Gareth Unwin e Geoffrey Rush Venceu
Melhor diretor Tom Hooper Indicado
Melhor roteiro original David Seidler Venceu
Melhor ator Colin Firth Venceu
Melhor ator coadjuvante Geoffrey Rush Venceu
Melhor atriz coadjuvante Helena Bonham Carter Venceu
Melhor edição Tariq Anwar Indicado
Melhor fotografia Danny Cohen Indicado
Melhor música Alexandre Desplat Venceu
Melhor maquiagem Frances Hannon Indicado
Melhor figurino Jenny Beavan Indicado
Melhor desenho de produção Eve Stewart e Judy Farr Indicado
Melhor som John Midgley, Lee Walpole e Paul Hamblin Indicado








Imagens e textos (tradução automática), colhidos da internet

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