1945; 1957 Ingrid Bergman


Ingrid Bergman, do escândalo à estrela
 Por Si Própria mostra a actriz na voz de Alicia Vikander, dos filhos, mas também na primeira pessoa


JOANA AMARAL CARDOSO 25 de Fevereiro de 2018

Um cartaz em Cannes, em 2015, assinalava a homenagem a Bergman

Numa coisa as opiniões sobre Ingrid Bergman — Por Si Própria coincidem: as imagens privadas e os filmes caseiros que o documentário mostra são um tesouro. O documentário do realizador sueco Stig Björkman chega quinta-feira à RTP2. Existe uma versão curta, “televisiva”, mas o canal vai exibir o filme integral de 114 minutos, tal como foi estreado no Festival de Cannes em 2015.

Um íman para os cinéfilos ou um retrato que pouco mais acrescenta em esforço do que muitos outros disponíveis sobre a estrela sueca? O rosto de Casablanca e os ouvidos de Difamação, Ingrid Bergman tem a vida amplamente documentada. Estrela do fim da era de ouro de Hollywood e do neo-realismo italiano, que filmou com Alfred Hitchcock, Roberto Rossellini ou Ingmar Bergman, era dona de três Óscares e de um arquivo meticulosamente recheado. Sempre soube que seria uma estrela, disse a certa altura à filha Isabella Rossellini, e por isso guardou fotografias, filmes ou as cartas que trocava com os seus realizadores e amigas — ou com o escritor Ernest Hemingway, que na adaptação cinematográfica do seu romance Por Quem os Sinos Dobram (1943) foi peremptório: “Só a senhora Bergman, e mais ninguém, deve desempenhar o papel.”

A sua relação com o pai, o fotógrafo Justus, foi tão importante quanto a de uma filha órfã de mãe aos dois anos, mas também quanto a de uma menina constantemente fotografada pelo pai e que viveria o resto da sua vida a relacionar-se com as câmaras.


Ingrid Bergman in Her Own Words Official Trailer 1 (2015) - Jeanine Basinger Movie HD


Ingrid Bergman: A Passionate Life - A&E Biography (2002)

Ingrid Bergman interview - 1973

WOMAN and TIME: Ingrid Bergman

Essa, e outras histórias, são contadas por Ingrid Bergman — Por Si Própria, através das vozes de Isabella e Ingrid Rossellini, as filhas gémeas que teve no seu segundo casamento com o cineasta italiano Roberto Rossellini, por Roberto, o filho mais velho dessa união, ou pela meia-irmã mais velha Pia Lindstrom, filha do primeiro casamento de Bergman. Outra voz é a da actriz sueca Alicia Vikander, que interpreta Ingrid Bergman em voz off, lendo as suas palavras. O documentário ouve Liv Ullmann, com quem Bergman contracenou no último filme da sua carreira, Sonata de Outono, de Ingmar Bergman, Sigourney Weaver, que com ela actuou no palco. A música é de Michael Nyman.

São histórias também contadas pelas imagens que ela própria captou, de bastidores do trabalho — a actividade que dominava a sua vida, como confirmam os filhos que viviam em diferentes países — e da vida familiar, mas também filmes de Bergman, a estrela a certa altura considerada o ideal de beleza da mulher americana, na sua própria pele. A mesma América tornou-a pária quando se soube que tinha fugido com Roberto Rossellini e tido com ele um filho ainda casada com o primeiro marido. O divórcio e a sua imagem americana marcaram o início dos anos 1950, criticada no Senado e banida de alguns programas de televisão famosos. A sua carreira evoluiria na Europa, onde filmaria com o francês Jean Renoir, por exemplo.

“Parte do que torna Ingrid Bergman — Por Si Própria tão prazenteiro é que é tão insistentemente celebratório, apesar dos traumas e dor que vão gotejando”, escreveu em 2015 a crítica do New York Times Manohla Dargis. Figura luminosa e nem sempre constante na vida pessoal, facetas que o documentário sueco tenta mostrar, existe, por outro lado, um lado metódico de Ingrid Bergman como actriz que fica por explorar mais afincadamente, nota a revista Variety.

O filme estreou-se em Cannes na presença de Isabela, que presidia nesse ano ao júri da secção Un Certain Regard. Era o ano do centenário do nascimento da sua mãe, que presidira por seu turno em 1973 ao júri da competição pela Palma de Ouro. Bergman, que morreu em 1982 de cancro da mama, foi homenageada numa sessão especial em que passou este filme, cujo autor já assinou ficção e outros documentários, nomeadamente Tranceformer — A Portrait of Lars von Trier ou... But Film is My Mistress sobre Ingmar Bergman.


Vivien Leigh and Ingrid Bergman in Paris, 1957

Ingrid Bergman in Notorious, 1946

Ingrid Bergman and Charles Boyer during filming of Gaslight.

Ingrid Bergman in Fear (1946)

Cary, Ingrid and Hitchcock

Isabella Rosselini

Ingrid Bergman photographed by David Seymour with a poster for Joan of Arc at the Stake, 1954

Ingrid Bergman in Paris

Roberto Rossellini and Ingrid Bergman with their son Robertino and twins Isabella and Isotta, by David Seymour.

Charles Chaplin and wife, Oona (to his right) and actress Ingrid Bergman

ngrid Bergman and Humphrey Bogart in a publicity photo for Casablanca (1942)

Charles Boyer and Ingrid Bergman in Gaslight, 1944

Cary Grant and Ingrid Bergman at a party, c. late 1950s.

Vittorio De Sica and Ingrid Bergman at the Cannes Film Festival, 1956.

Ingrid Bergman with Aldo Fabrizi, in a restaurant, 1950s.

PiaLindstrom #ngrid Bergman

Ingrid Bergman and Isabella Rossellini

Ingrid Bergman on her wedding day to Petter Lindström in Stöde, Sweden

Ingrid and Edith Piaf

Leaving Rome for Paris with children



























































































































































































































































Ingrid Adler Bergman (Estocolmo, 29 de Agosto de 1915Londres, 29 de Agosto de 1982) foi uma premiada actriz sueca, considerada por muitos uma das maiores estrelas do cinema de todos os tempos Foi a primeira actriz estrangeira a ser premiada com o Oscar de melhor actriz e ganhou dois Oscars de Melhor Actriz principal e um de Melhor Actriz Secundária.

Nasceu na capital sueca, às 3h30min do dia 29 de Agosto de 1915, filha de mãe alemã e pai sueco. A sua mãe morreu quando tinha dois anos e pai, Justus Bergman, era um fotógrafo boémio que lhe transmitiu o amor pelo teatro.

Ingrid entrou para a Real Escola de Arte Dramática de Estocolmo e antes de terminar o curso estreou-se no cinema, levada por um caçador de talentos. Em dois anos participou de nove filmes na Suécia.

Já famosa no seu país, Ingrid foi levada para Hollywood em 1939 para estrelar a versão de um dos seus mais bem sucedidos filmes suecos, "Intermezzo". A partir daí, o mundo inteiro rendeu-se a uma grande actriz que tinha um estilo próprio que em Hollywood alguns directores e produtores definiam-na com um glamour ao ar livre, que fazia com que ela interpretasse da mesma maneira vibrante tanto uma camponesa como uma princesa.

Bergman foi três vezes premiada com o Óscar, sendo duas como Melhor Actriz (principal) e uma como Melhor Atriz (secundária). O primeiro Óscar veio em 1944 com "À Meia-Luz", o segundo em 1956 com "Anastácia, a Princesa Esquecida", e o terceiro em 1974 como uma solteirona retraída em "Assassinato no Orient Express". Participou em numerosos filmes, incluindo clássicos do cinema norte-americano, como Casablanca, ou do italiano, como Stromboli.

Casou-se em 1937 com Petter Lindström, com quem teve uma filha, Pia. Em 1949 divorciou-se e casou com o director italiano Roberto Rossellini, uma união que causou muita polémica, pois ambos eram casados quando se apaixonaram e abandonaram as respectivas famílias para viverem juntos. Essa paixão fez com que Ingrid fosse acusada de adúltera e de mau exemplo para as mulheres e levou-a a ficar anos sem filmar nos Estados Unidos. Com Rossellini teve três filhos: Roberto e as gémeas Isotta Ingrid e Isabella, hoje a actriz Isabella Rossellini. Esse casamento durou até 1957, quando se divorciaram. Foi casada com Lars Schmidt de 1958 até 1975, quando também se divorciou.

Morreu no dia do seu aniversário, com 67 anos, depois de lutar seis anos contra um cancro nos seios e de fazer duas mastectomias. Numa entrevista um ano antes de falecer, Ingrid disse que se recusava a render-se à doença e que por isso continuava a fumar e a beber vinho e champagne. Está sepultada no Norra begravningsplatsen, Estocolmo.



Nome completo Ingrid Adler Bergman[
Nascimento 29 de Agosto de 1915
Nacionalidade Sueca
Morte 29 de Agosto de 1982 (67 anos)
Ocupação Actriz
Actividade 19321982
Cônjuge Lars Schmidt (1958 - 1975)
Roberto Rossellini (1950 - 1957)
Dr. Petter Lindström (1937 - 1950)
1945 - Gaslight
1957 - Anastasia
Melhor Actriz Secundária
Melhor Actriz - Mini-série ou tele-filme
1982 - A Woman Called Golda
1960 - The Turn of the Screw
1947 - Joan of Lorraine
1945 - Gaslight
1957 - Anastasia
1983 - A Woman Called Golda
Honorário
1976
Melhor Actriz Secundária


Bergman e Rossellini em 1951.

Ingrid Bergman and Roberto Rossellini

Ingrid Bergman Cannes 1973

Ingrid Bergman and Pia Lindström

Ingrid Bergman

Cactus Flower premiere with Ingrid Bergman, Goldie Hawn and Walter Matthau.


















































































19 de Janeiro de 1957: Ingrid Bergman desce de um avião no Aeroporto de Idlewild (mais tarde renomeado JFK), em Nova Iorque. Estava a pisar solo americano pela primeira vez após a ruptura de 1949, quando abandonara o cinema americano, o marido e a filha, Pia, de 10 anos, para ir atrás de um filme completamente nos antípodas de tudo o que fizera até então (“Stromboli”) e de um homem (Roberto Rossellini) por quem perdidamente se apaixonara. O caso escandalizara a América inteira. O cidadão anónimo não podia entender que aquela mulher que sempre lhe fora apresentada como esposa e mãe exemplar, que fora a Irmã Benedict de “O Sinos de Santa Maria” (1945) e Santa Joana d’Arc no filme de Victor Fleming, de 1948, se tivesse tornado uma adúltera, gerando inclusivamente uma criança do seu amante, fora do matrimónio – que Rossellini tivera de registar, em Roma, como “filho de mãe temporariamente desconhecida”. O cidadão anónimo não sabia que, nos interstícios de um casamento fracassado, mas mantido feliz em pública fachada, ela vivera uma paixão cálida com o fotógrafo Robert Capa, em Paris, 1945, e que só não se fora embora com ele, abertamente, porque ele não quis. A indignação chegara mesmo ao poder de Estado – o senador Edwin C. Johnson, do Colorado, numa escabrosa intervenção no Senado, em Março de 1950, denunciara-a como “cultora do amor livre, apóstola da degradação” e, como tal, culpada de “torpeza moral”, o que a tornaria indesejável segundo as leis de imigração e, portanto, passível de detenção e repatriamento se pusesse o pé em solo americano. Mas nada de desagradável ocorreu nesse dia de Janeiro de 1957. Ingrid Bergman tinha à sua espera um batalhão de jornalistas e um grupo de admiradores empunhando cartazes de boas vindas. E no breve fim de semana que passou em território americano, essencialmente para receber o prémio dos críticos de Nova Iorque pelo seu desempenho em “Anastasia”, foi visível para toda a gente que a América estava pronta a reconciliar-se com Ingrid Bergman. Até o agora ex-senador Johnson se afirmou feliz com o seu regresso. Meses volvidos, a Academia deu-lhe um Óscar que Cary Grant recolheu. Ingrid Bergman, todavia, não mais voltará a fixar residência nos Estados Unidos.

Do seu relacionamento com Roberto Rossellini tinham ficado seis filmes, três filhos – entre os quais a futura actriz Isabella Rossellini – e um divórcio áspero que arrastou a tutela das crianças pelos tribunais italianos durante anos. Nenhum dos filmes fizera sucesso nas bilheteiras, mas três são hoje considerados obras-primas: “Stromboli” (1950), “Europa 51” (1952) e “Viagem em Itália” (1954). Depois fizera outro só amado por happy few: “Helena e os Homens” de Jean Renoir (1956). Continuaria a filmar até aos anos 70, ganharia mesmo Óscares, o último dos quais em 1975, pelo seu saboroso papel de composição em “Um Crime no Expresso do Oriente” de Sidney Lumet. Mas, se exceptuarmos o crudelíssimo “Sonata de Outono” de Ingmar Bergman, em 1978, onde interpreta uma pianista que pusera a carreira à frente de tudo, tal como Ingrid, nunca mais conheceria um filme dos que ficam para sempre. E para a larga maioria das pessoas, a grande aura de Ingrid Bergman será a dos anos 30/40.

OS PRIMEIROS ANOS
Sueca de nascimento, colheita de 1915, ainda não tem três anos quando a mãe falece e, aos treze, perde o pai. A tia, com quem vai viver, morre volvido um ano. A jovem que conhecera tanta dor na sua infância e adolescência impõe a si mesma um objectivo, entregar-se ao teatro sem reservas, tornar-se a nova Sarah Bernhardt – dirá, quase meio século volvido, no seu livro de memórias. Consegue ser admitida no secular Dramaten, de Estocolmo, onde tinha estudado Greta Garbo quando ainda se chamava Greta Gustafsson, onde estudaria grande parte dos actores de Ingmar Bergman que, aliás, viria a ser seu director. Ingrid tem aulas seis dias por semana e, à noite, é obrigada a assistir aos espectáculos da companhia. Em 1934 começa a pisar o palco em pequenos papéis – e tem o seu primeiro caso amoroso, na figura do actor Edvin Adolphson, muito mais velho que ela, casado e com um filho. Nesse mesmo ano conhece um jovem médico, Petter Lindström – com quem virá a casar em 1937. Curiosamente, é graças ao facto de Adolphson ter entrevisto um rival que Ingrid Bergman se vê, de súbito, encaminhada para o cinema. Adolphson fora contratado como realizador e resolveu dar um papel à jovem actriz, como forma de a manter perto de si. O filme – “Munkbrogreven” – torna-a notada junto da crítica e do público, de tal maneira que Ingrid será de imediato indigitada para mais três filmes logo em 1935 e outros dois em 1936. Quando se dirigiu ao Dramaten para se desvincular, após um único ano como aluna, o seu director, Olof Molander, ficou furioso, acusando-a de estar a deitar fora uma brilhante carreira como actriz de teatro. Mas Ingrid tinha tomado uma decisão – e manteve-se firme. Um dos dois filmes de 1936 (“Intermezzo” de Gustav Molander) iria marcar a sua vida para sempre. O filme era um melodrama amoroso que fez as delícias do público e pôs meio mundo a chorar.

Entre o meio mundo que tinha visto e apreciado a jovem actriz sueca, encontravam-se dois homens no coração de dois impérios: Goebbels, em Berlim, David O. Selznick, em Hollywood. Os alemães da UFA foram os primeiros a chegar até ela, com um contrato para dois filmes, mas só um se concretizará – ”Die Vier Gesellen” (1938) dirigido por um dos ‘cineastas oficiais’ do Partido Nazi, Carl Froelich. O seu fracasso nas bilheteiras e o nascimento da primeira filha de Ingrid e Petter – Pia Lindström – afastam a actriz de Berlim. Entretanto, do outro lado do Atlântico, os escritórios de Selznick em Nova Iorque (encarregados de monitorizar peças de teatro, filmes estrangeiros e, em geral, descobrir novos talentos) afadigavam-se para conseguir os direitos de “Intermezzo” para fazer um remake americano. A princípio, nem sequer pareciam muito interessados na actriz. Foi só depois de ‘Jock Whitney’ (sócio investidor de Selznick) visionar o filme que se terá decidido que era preciso “trazer também a rapariga”. É assim que, recusando o tradicional contrato por sete anos e assinando apenas por oito semanas e um único filme – “Intermezzo” – embora com opção para possíveis filmes seguintes, com um salário, negociado por Petter, de 2 mil e 500 dólares por semana (o dobro do que Selznick estava a pagar a Vivien Leigh em “E Tudo o Vento Levou”), Ingrid Bergman desembarca do Queen Mary em Nova Iorque, na manhã de 20 de Abril de 1939. Vinha para conquistar o mundo.


Joana d’Arc” de Victor Fleming (1948) valeu-lhe a sua quarta nomeação para os prémios da Academia
Quando Ingrid Bergman chegou a Hollywood, a 6 de Maio, ela e “Intermezzo” eram a última das preocupações de David O. Selznick. Ele tinha entre mãos a produção do colosso “E Tudo o Vento Levou” e do primeiro filme americano de Hitchcock (“Rebecca”) nos quais arriscava tudo, até a própria camisa. Ingrid encontrou-o nessa mesma noite, numa festa em casa de Miriam Hopkins onde ele chegou à uma da manhã. Estava deitado em cima da mesa da cozinha, ao fim de um dia de quinze horas e meia de trabalho, metendo comida pela boca abaixo. Quando a viu exclamou: “Meu Deus, tire os sapatos!”. Só então se apercebeu como ela era alta (1,75 m). E começou logo a tentar transformá-la. Primeiro o nome (parecia-lhe demasiado germânico), depois a maquilhagem – mais tarde, segundo sabemos dos memorandos do produtor tornados públicos nos anos 70, Selznick irá detalhar a sua atenção nos mais pequenos pormenores, dos ângulos de luz com que o rosto de Ingrid deverá ser iluminado, ao cabelo, ao contorno dos lábios, às entrevistas que ela poderá ou não dar, até às próprias sobrancelhas que, ele decide, ficarão au naturel. E logo teve que se medir com a forte personalidade da actriz. “Julgava que me tinha visto em ‘Intermezzo’ e que tinha gostado de mim... Agora que me viu, quer mudar tudo. Portanto, é melhor eu não fazer o filme. Não falamos mais disso… Apanho o próximo comboio e vou para casa”. A noite ia longa, o cansaço também, todos pensaram que era melhor recomeçar no dia seguinte. Ingrid não foi para casa.

E Selznick conseguiu fazer dela uma estrela. Primeiro com “Intermezzo” (1939), mas sobretudo com “O Médico e o Monstro” de Victor Fleming (1941), “Casablanca” de Michael Curtz (1942), “Por Quem os Sinos Dobram” de Sam Wood (1943) a sua primeira nomeação para o Óscar, “Meia Luz” de George Cukor (1944) que lhe daria a estatueta dourada, dois Hitchcocks – “A Casa Encantada”, em 1945 e “Difamação”, em 1946 – “Os Sinos de Santa Maria” (1945), com nova nomeação para o Óscar, “O Arco do Triunfo” de Lewis Milestones (1948), “Joana d’Arc” de Victor Fleming (1948), a sua quarta nomeação para os prémios da Academia nessa década prodigiosa. Entretanto vira “Roma, Cidade Aberta” e “Libertação”, percebera que o cinema de Rossellini era de outra natureza e entregou-se à aventura.


O FIM

Ingrid Bergman havia de trabalhar em cinema, teatro e televisão quase até à sua morte. No Outono de 1973 foi-lhe diagnosticado um cancro na mama. Combatê-lo-ia com determinação e estoicismo, recusando sempre tratamentos que a desfigurassem, embora se tenha submetido a uma mastectomia em 1978. Foi já em terríveis condições (dormia com um braço suspenso para evitar inchaços descomunais) que filmou a mini-série “A Woman Called Golda”, no Outono de 1981, em Israel. Interpretava Golda Meir, a controversa primeira-ministra israelita entre 1969 e 1974. A sua interpretação – notável – havia de valer-lhe um Emmy, em 1982, e um Globo de Ouro, em 1983. Não receberia qualquer deles porque, entretanto, faleceria a 29 de Agosto de 1982, em Londres – no próprio dia em que completava 67 anos. Um seu biógrafo muito credível, diz que, às seis da tarde, ainda se abriu champanhe e se brindou. Depois, cansada, retirou-se para o quarto e saiu de cena.



Com Mel Ferrer

Ingrid Bergman with Roberto Rossellini

Ingrid Bergman with her father, Justus Bergman

Ingrid Bergman

Ingrid Bergman and Isabella Rosellini, 1967

Ingrid Bergman and Pia

Ingrid Bergman with daughter Jenny Ann Lindstrom, Capri, 1957 

Ingrid Bergman with her twins Isotta and Isabella
































































1932 Landskamp Girl Waiting in Line 
1935 Munkbrogreven The Count of the Monk's Bridge Elsa Edlund 
1935 Bränningar Ocean Breakers Karin Ingman 
1935 Swedenhielms Swedenhielms Family Astrid 
1935 Valborgsmässoafton Walpurgis Night Lena Bergström 
1936 På solsidan On the Sunny Side Eva Bergh 
1936 Intermezzo Anita Hoffman 
1938 Dollar Julia Balzar 
1938 Die Vier Gesellen The Four Companions Marianne Kruge 
1938 En kvinnas ansikte A Woman's Face Anna Holm, aka Anna Paulsson 
1939 En enda natt Only One Night Eva Beckman 
1939 Intermezzo Anita Hoffman 
1940
1940 Juninatten June Night Kerstin Norbäc — aka Sara Nordanå 
1941 Adam Had Four Sons Emilie Gallatin 
1941 Rage in Heaven Stella Bergen Monrell 
1941 Dr. Jekyll and Mr. Hyde Ivy Peterson 
1942 Casablanca Ilsa Lund 
1943 Swedes in America Ela mesma 
1944 Gaslight Paula Alquist Anton 
1945 Spellbound Dr. Constance Petersen 
1945 Saratoga Trunk Clio Dulaine 
1945 The Bells of St. Mary's Sister Mary Benedict 
1946 American Creed Ela mesma 
1946 Notorious Alicia Huberman 
1948 Arch of Triumph Joan Madou 
1949 Under Capricorn Lady Henrietta Flusky 
1950
1952 Europa '51 The Greatest Love Irene Girard 
1953 Siamo donne We, the Women Ela mesma 
1954 Viaggio in Italia Journey to Italy Katherine Joyce 
1954 La Paura Fear Irene Wagner 
1954 Giovanna d'Arco al rogo Joan of Arc at the Stake Giovanna d'Arco 
1956 Elena and Her Men Elena and Her Men Princess Elena Sokorowska 
1956 Anastasia Anna Koreff / Anastasia 
1958 [[Indiscree958]
1960s
1961 Goodbye Again Goodbye Again Paula Tessier 
1961 Auguste Kolka, My Friend Cameo 
1964] The Visit Karla Zachanassian 
1964 The Yellow Rolls-Royce Gerda Millett 
1967 Stimulantia Mathilde Hartman 
1969 Cactus Flower Stephanie Dickinson 
1970
1970 Henri Langlois Ela mesma 
1970 A Walk in the Spring Rain Libby Meredith 
1974 Murder on the Orient Express Greta Ohlsson 
1976 A Matter of Time Countess Sanziani 
1978 Höstsonaten Autumn Sonata Charlotte Andergas


Leslie Howard and Ingrid Bergman 1938 

O primeiro casamento de Ingrid Bergman com o dentista Petter Aron Lindström aos 21 anos

Grace Kelly, Liz Taylor, Ingrid Bergman


Ingrid Bergman & Cary Grant

Ingrid Bergman and her kids

Ingrid Bergman & Ingrid Rossellini

Isabella Rossellini Ingrid Bergman Ingrid Rossellini

Ingrid Bergman Robertino Rossellini Isabella Rossellini Ingrid Rossellini

Ingrid Bergman: a família Rossellini

Ingrid Bergman por mapontocom.deviantart

Andy Warhol, com chapéu, de Ingrid Bergman, 1983

Ingrid Bergman e Anthony Perkins em "Goodbye Again" (1961)

Yves Montand, Ingrid Bergman e Anthony Perkins

Ingrid Bergman and Giulietta Masina,

ngrid Bergman no dia do seu casamento (1937) 

Grace Kelly e Ingrid Bergman

Ingrid Bergman



















































































Busto
A lapide de Ingrid Bergman no cemitério Norra begravningsplatsen.


Imagens e textos (tradução automática), colhidos da internet

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